A Fé - Espírito: Abel Gomes

 Frases e Mensagens EspíritasA Fé


Deus é bondade e amor. Toda a minha desdita
Fundiu-se, à luz da fé, numa ventura imensa!
E é belo de se ver como ao surgir da crença
Quanto conforto desce à criatura aflita.

Longo tempo sofri. A mente, circunscrita
À dor que a mesquinhez da fé cria e condensa
Gemia sem cessar, sob a dúvida intensa,
No desânimo atroz que abate e infelicita.

Mas hoje sou feliz. Em cada dor sofrida
Uma parcela mais parece-me vencida

De uma falta longínqua, um delito opressor.
Cada dia passado é uma esperança nova,
E em cada dor vencida é vencida uma prova
Da verdade que diz – Deus é bondade e amor.

Espírito: Abel Gomes
Livro; Antologia de Poetas Espíritas
Frases e Mensagens Espíritas de Abel Gomes

Que Buscais? - Emmanuel

 Frases e Mensagens EspíritasQue Buscais ?


“E Jesus, voltando-se e vendo que eles 
o seguiam, disse-lhes: Que buscais?”
(JOÃO, 1: 38)

A vida em si é conjunto divino de experiências.

Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos conhecimentos. A aquisição de valores religiosos, entretanto, é a mais importante de todas, em virtude de constituir o movimento de iluminação definitiva da alma para Deus.

Os homens, contudo, estendem a esse departamento divino a sua viciação de sentimentos, no jogo inferior dos interesses egoísticos.

Os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis e de votos absurdos.

Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força subornável, eivada de privilégios e preferências. Outros se socorrem do plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.

Esquecem- se de que o Cristo ensinou e exemplificou.

A cruz do Calvário é símbolo vivo.

Quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos. Sem a compreensão de Jesus, no campo íntimo, associada aos atos de cada dia, a alma será sempre a prisioneira de inferiores preocupações.

Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no umbral de todos os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos que entram: 

“Que buscais?”

Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo. 

Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem. 

Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem. 

Ao orientador das assembleias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem. 

Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para a sementeira de luz. 

Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados. 

Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos. 

A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real. 

Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização. 

Analisa o que fazes. 

Observa o que dizes. 

Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas.

Que resposta forneces à indagação do Senhor? 

Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado. 

Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo da Verdade incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:

– Que buscais? 

Emmanuel
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Capítulo: 22 – Que Buscais?
Frases e Mensagens Espíritas de  Emmanuel 

O Ricaço Distraído - Neio Lúcio

 Frases e Mensagens EspíritasO Ricaço Distraído


Mensagem Infanto Juvenil


Existiu um homem devoto que chegou ao Céu e, sendo recebido por um Anjo do Senhor, implorou, enlevado:

— Mensageiro Divino, que devo fazer para vir morar, em definitivo, ao lado de Jesus?

— Faze o bem — informou o Anjo — e volta mais tarde.

— Posso rogar-te recursos para semelhante missão?

— Pede o que desejas.

— Quero dinheiro, muito dinheiro, para socorrer o meu próximo.

O emissário estranhou o pedido e considerou:

— Nem sempre o ouro é o auxiliar mais eficiente para isso.

— Penso, contudo, meu santo amigo, que, sem ouro, é muito difícil praticar a caridade.

— E não temes as tentações do caminho?

— Não.

— Terás o que almejas — afirmou o mensageiro —, mas não te esqueças de que o tesouro de cada homem permanece onde tem o coração, porque toda alma reside onde coloca o pensamento. 

Tuas possibilidades materiais serão multiplicadas. No entanto, não olvides que as dádivas divinas, quando retidas despropositadamente pelo homem, sem qualquer proveito para os semelhantes, transformam-no em prisioneiro delas. 

A lei determina sejamos escravos dos excessos a que nos entregarmos.

Prometeu o homem exercer a caridade, servir extensamente e retornou ao mundo.

Os Anjos da Prosperidade começaram, então, a ajudá-lo.

Multiplicaram-lhe, de início, as peças de roupa e os pratos de alimentação; todavia, o devoto já remediado suplicou mais roupas e mais alimentos. 

Deram-lhe casa e haveres. Longe, contudo, de praticar o bem, considerava sempre escassos os dons que possuía e rogou mais casas e mais haveres. 

Trouxeram-lhe rebanhos e chá-caras, mas o interessado em subir ao paraíso pela senda da caridade, temendo agora a miséria, implorou mais rebanhos e mais chácaras. 

Não cedia um quarto, nem dava uma sopa a ninguém, declarando-se sem recursos para auxiliar os necessitados e esperava sempre mais, a fim de distribuir algum pão com eles. 

No entanto, quanto mais o Céu lhe dava, mais exigia do Céu.

De espontâneo e alegre que era, passou a ser desconfiado, carrancudo e arredio.

Receando amigos e inimigos, escondia grandes somas em caixa forte, e quando envelheceu, de todo, veio a morte, separando-o da imensa fortuna.

Com surpresa, acordou em espírito, deitado no cofre grande.

Objetos preciosos, pedaços de ouro e prata e vastas pilhas de cédulas usadas serviam-lhe de leito.

Tinha fome e sede, mas não podia servir-se das moedas; queria a liberdade, porém, as notas de banco pareciam agarrá-lo, à maneira do visco retentor de pássaro cativo.

— Santo Anjo! — gritou, em pranto —vem! Ajuda-me a partir, em direção à Casa Celestial!...

O mensageiro dignou-se baixar até ele e, reparando-lhe o sofrimento, exclamou:

— É muito tarde para súplicas! Estás sufocado pela corrente de facilidades materiais que o Senhor te confiou, porque a fizeste rolar tão somente em torno de ti, sem qualquer benefício para os irmãos de luta e experiencia...

— E que devo fazer — implorou o infeliz —para retomar a paz e ganhar o paraíso?

O Anjo pensou, pensou... e respondeu:

- Espalha com proveito as moedas que ajuntaste inutilmente, desfaze-te da terra vasta que retiveste em vão, entrega à circulação do bem todos os valores que recebeste do Tesouro Divino e que amontoaste em derredor de teus pós, atendendo ao egoísmo, à vaidade, à avareza e à ambição destrutiva e, depois disso, vem a mim para retomarmos o entendimento efetuado há sessenta anos...

Reconhecendo, porém, o homem que já não dispunha de um corpo de carne para semelhante serviço, começou a gritar e blasfemar, como se o inferno estivesse morando em sua própria consciência.

Livro: Alvorada Cristã
Médium: Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito: Neio Lúcio
Frases e Mensagens Espíritas de Neio Lúcio

O que Sou - Claudia Giovanni

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O que Sou


No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que sou, outras que vão me odiar pelo que sou e outras, ainda, que oras vão me amar oras vão me odiar pelo que sou.


Sabendo disso, vivo livre. Falo o que penso, faço o que tenho vontade, mudo de opinião ao bel prazer.

O importante é agradar a mim! 

Eu tenho de estar feliz comigo e para isso não posso fazer nada pensando em agradar outra pessoa senão eu mesma.

Claudia Giovanni
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Paixões - Voltaire

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